segunda-feira, 22 de outubro de 2018

3ª Rodada do Campeonato de Veteranos


Neste domingo oi realizada a terceira rodada d campeonato de futebol de  veteranos no estadio Hermes Soares em Itapema do Norte, com três partidas na parte da manhâ jogaram cosmos versos beira rio com arbitragem de Paulo Travasso auxiliado por Luciano Passeiro e Gilmar Furtado, com resultado final beira 2  1 cosmos.

As 14 horas jogaram Liberdade X Bom Retiro com arbitragem de Paulo Travasso auxiliado por Luciano passeiro e Gilmar furtado com resultado final Liberdade 8 X 1 Bom Retiro.

s 16 horas jogaram as equipes de Marumbi X Barra do Sai com arbitragem de Leocadio Carvalho [ Butuca ] auxiliado por Gilmar Furtado e Luciano Passeiro com resultado fina Marumbi 0 X 0 barra.

Folgou Sai Mirim.

Próxima Rodada

Sai Mirim X Barra do Sai
Bom Retiro X Beira Rio
Marumbi X Liberdade
Folga Cosmos.







domingo, 21 de outubro de 2018

POLÍCIA INVESTIGA Ex-secretário do Paraná, Cezar Silvestri é encontrado morto em rua de Curitiba

Cezar Silvestri foi encontrado morto na Rua Martim Afonso, em Curitiba.

ex-secretário estadual Cezar Silvestri foi encontrado morto na rua Martim Afonso, em Curitiba, na madrugada deste domingo (21). A polícia trabalha com a hipótese de suicídio, a partir da queda do 22.º andar do prédio. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal de Curitiba e já foi liberado.
Cezar Augusto Carollo Silvestri nasceu em Guarapuava, tinha 64 anos e foi chefe de Casa Civil e secretário de Desenvolvimento Urbano na gestão Beto Richa (PSDB) e também presidente da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Paraná (Agepar), além de ter exercido mandatos de deputado estadual e federal. Era pai do atual prefeito de Guarapuava, Cezar Silvestri Filho, e marido da deputada estadual eleita Cristina Silvestri.
O corpo de Silvestri será velado na prefeitura de Guarapuava, para onde será levado ainda neste domingo. Ainda não há informações sobre o horário e local de sepultamento.

Trajetória

Silvestri era formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 1977. No ano seguinte, integrou os quadros de engenheiros do Departamento de Estadas de Rodagem do Paraná (DER-PR), do qual chegou a ser chefe do escritório regional de Guarapuava.
Ele entrou para a vida pública em 1988, quando foi eleito vice-prefeito de Guarapuava. Foi eleito três vezes consecutivas (em 1990, 1994 e 1998) deputado estadual do Paraná. Na Assembleia Legislativa do estado (Alep), presidiu as comissões de Orçamento; e de Obras Públicas, Transporte e Comunicações.
Em 2002, Silvestri foi eleito deputado federal pelo Paraná, cargo para o qual foi reeleito nas duas eleições seguintes (de 2006 e 2010). Na Câmara Federal, chegou a ser apontado como um dos cem parlamentares mais influentes do Congresso, pelo Departamento Intersindical de Análise Parlamentar (Diap).
Silvestri voltou ao Paraná em 2011, onde assumiu a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu), na gestão de Richa. Em 2013, passou a ser secretário de Governo e, em seguida, secretário-chefe da Casa Civil. Em 2015, foi indicado à presidência da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar), último cargo público que ocupou.

sábado, 20 de outubro de 2018

A TÃO SONHADA DRAGA CHEGA A BARRA DO SAI [ ITAPOÁ ]


A Draga tão esperada chegou nesta manhã na Barra do Sai, depos de atender os municipios de Barra Velha,Barra do Sul chega a Itapoá prcisando de reparos esta draga é a mesma que foi doada ao Governo do estado para atender três  municipios por cinco anos ja passou por Barra Velha,Barra do Sul agora é a vez de Itapoá.





Auditoria pública do TRE-PR verifica oito urnas usadas no Paraná e em Santa Catarina


Auditoria ocorre na sede do TRE-PR, em Curitiba — Foto: Gil Bermudes/RPC

Uma auditoria pública, realizada pelo Tribunal Eleitoral do Paraná (TRE-PR), verificou oito urnas eletrônicas usadas nas eleições deste ano. A auditoria começou na manhã desta sexta-feira (19), em Curitiba, e terminou por volta de 20h.

O laudo da auditoria está previsto para ser divulgado na segunda-feira (22). Uma votação paralela para verificação foi realizada, e os boletins de urna bateram com o que foi colocado, segundo o tribunal.
De acordo com o TRE-PR, foram verificadas seis urnas do Paraná e duas de Santa Catarina. Auditores do TRE-PR analisam as urnas, com a ajuda de equipamentos.
O conteúdo das urnas foi preservado. Em uma delas, será realizada uma votação paralela nesta tarde para verificar falha ou fraude.
"Os problemas que aconteceram nessas urnas são os mesmos problemas que ocorreram praticamente no Brasil inteiro. No caso do Paraná, nós tivemos apenas 29 urnas onde houve pedido de auditoria – o que dá menos de 0,01% do total de urnas, que eram 32 mil urnas. Então, é um número muito pequeno", afirmou o corregedor do TRE-PR, Gilberto Ferreira.
A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral seguem garantindo a segurança do processo eletrônico de votação.
"Nosso entendimento é de que não há o menor risco de existência de fraude. Com certeza, pode ter ocorrido algum equívoco do eleitor na hora de votar, às vezes, toca a tecla errada, ou da própria máquina. Todos os aparelhos, chega um momento, dão algum destaque", disse o corregedor.

Auditores do TRE fazem vistoria em oito urnas — Foto: Dulcineia Novaes/RPC

Determinação judicial

A determinação do desembargador Gilberto Ferreira, corregedor regional eleitoral, é de quarta-feira (11). O pedido foi feito por uma comissão provisória do Partido Social Liberal (PSL).
"O partido político espera que diante das ocorrências, me parece que foram mais de 800 ocorrências, tenha uma resposta. A conclusivade, justamente, é nesse sentido: se há possibilidade de dar uma resposta com base no procedimento que está sendo adotado", afirmou nesta sexta-feira o advogado do PSL, Gustavo Kfouri.
Conforme o despacho, há relatos de que as urnas concluíram o procedimento de votação "imediatamente após a digitação dos dois números para candidato à Presidência da República, sem que o eleitor digitasse a tecla 'confirma'".

Seções do Paraná

A decisão indica que as urnas que passarão pela auditoria são das seções 654 e 664, da 1ª Zona Eleitoral de Curitiba, e da seção 292, da 9ª Zona Eleitoral de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

A quarta seção indicada, a de número 311, não teve a zona eleitoral citada no pedido. Mesmo assim, o desembargador determinou a auditoria e solicitou que fosse informado o local, visto que várias zonas eleitorais têm seção com o número.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Jogos Escolares de Itapoá lapidam jovens para a prática desportiva


Começaram na terça-feira (16) e se estenderam até hoje, sexta-feira (19), os Jogos Escolares de Itapoá. Participaram da competição estudantil jovens com 11 e 12 anos de idade de sete escolas do município nas modalidades basquete 3x3, vôlei 4x4, futsal, handebol, xadrez e tênis de mesa nos naipes masculino e feminino. São alunos do chamado Grupo 1. Em novembro, serão realizados os jogos do Grupo 2, para alunos e alunas de 13 e 14 anos ou nascidos(as) em 2004 e 2005.

Os jogos ocorreram nos ginásios das escolas com o objetivo de estimular a prática desportiva no ambiente educacional. Vale destacar o envolvimento de atletas e professores para a realização do evento, todos mostrando muito empenho e dedicação.

Vale lembrar que os Jogos Escolares de Itapoá têm a supervisão da Secretaria de Educação e o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer. Participaram da competição as escolas João Monteiro Cabral, Ayrton Senna, Frei Valentim, Monteiro Lobato, GEES, Euclides Emídio da Silva e Alberto Speck.




https://www.itapoa.sc.gov.br/cms/link/link-cabecalho/codMapaItem/24227

Paraná está mobilizado para combater câncer de mama, diz Cida

O Governo do Paraná promoveu ao longo desta sexta-feira (19), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, atividades voltadas à campanha do Outubro Rosa. Pela manhã, a governadora Cida Borghetti reuniu funcionárias do Palácio para conversar sobre o tema e estimular o uso de camisetas cor-de-rosa, que são o símbolo da campanha.
Segundo ela, as ações de prevenção do câncer de mama são essenciais para chamar atenção de toda a sociedade sobre a importância do autoexame e do diagnóstico precoce. “O Estado está mobilizado para combater a doença”, disse.
“Essa doença ainda é o que mais mata mulheres no mundo. Por isso, quanto mais informações tivermos, mais fácil será reduzir esses índices”, ressaltou a governadora.
Cida, quando deputada estadual, foi autora da lei que instituiu o Dia de Luta Contra o Câncer de Mama no Paraná.
De acordo com o secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi, todos os 399 municípios do Paraná estão mobilizados na luta contra a doença. “Temos diversas atividades, contraturno para atendimentos nas unidades de saúde e oferta de 30% a mais no efetivo de cotas de mamografia para garantir à mulher orientações sobre os exames”, disse. “Queremos nossas mulheres saudáveis”, acrescentou.
PALESTRA – À tarde, cerca de 20 servidoras do Estado participaram de uma palestra com Tânia Mary Gomez, presidente do Instituto Humanista de Desenvolvimento Social (Humsol), organização não governamental que busca reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil por meio de palestras, danças e oficinas.
“Com essas palestras, levo meu exemplo de superação, pois sou uma paciente de câncer de mama e graças a um diagnóstico precoce estou aqui viva curtindo cada minuto”, disse. “Procuro também dizer para as mulheres não terem medo de fazer seus exames, pois se algo é descoberto em tempo hábil existem chances de cura”, afirmou.
AUTOEXAME – Uma das participantes do encontro foi Lucineia Cirini, 28, que é servente do Estado. Ela disse que não faz o autoexame com frequência, mas mudará de comportamento a partir de agora. “A gente fica mais consciente quando alguém chega e fala para gente sobre a importância da prevenção”, afirmou.
Opinião semelhante tem a faxineira Isabel Irene de Lima, 61. “Também não costumo fazer o autoexame, mas a partir de agora vou fazer. As pessoas têm que cutucar a gente para que possamos aprender”.
O secretário Especial do Trabalho e Relações com a Comunidade, Paulo Rossi, também esteve presente, e disse que é essencial informar as pessoas sobre a prevenção da doença. “Isso porque se o câncer for diagnóstico cedo, os trabalhadores e a população conseguem vencê-lo”, afirmou.
AEN

TRE/SC apresenta balanço do 1º turno: propagadores de fake news serão penalizados

Foto divulgação Assessoria de Comunicação TRE-SC
Passados 11 dias do primeiro turno, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC) apresentou na manhã desta quinta-feira (18) um balanço desta primeira etapa das eleições 2018. Durante a entrevista coletiva, o presidente afirmou a seguridade das urnas e disse que fontes produtoras de notícias falsas sobre o sistema eleitoral serão investigadas.
Até o momento a Polícia Federal (PF) já identificou 10 nomes envolvidos em reprodução de fake news em Santa Catarina. “No mundo virtual, é muito importante que se diga, também há responsabilização pelos atos e fatos como no mundo real. Nao há como se esconder atrás de um teclado de computador ou de um smartphone, tudo deixa rastros e o autor poderá ser muito bem localizado”, afirmou o presidente do TRE, Ricardo Roesler.
Disseminadas principalmente pelas redes sociais, as notícias falsas colocam em dúvida a seguridade do sistema eleitoral. O presidente afirma que antes a preocupação da justiça era com o impacto das fake news sobre os candidatos e os partidos, mas agora é com o processo eletrônico de votação.
“Eu não vou permitir de forma alguma que se tente desacreditar o trabalho honesto, íntegro, de responsabilidade, de ética, de empenho, de dedicação de muitos anos, essa construção é diária, com o comprometimento dos valorosos e competentes servidores da Justiça Eleitoral, notadamente estou falando de Santa Catarina. Dos juízes eleitorais, dos procuradores e todos os colaboradores que se dedicaram a organização de uma eleição segura, transparente e eficiente”, disse Roesler.
Na votação do dia 7 de outubro, o TRE recebeu 744 registros de ocorrência sobre alguma desconformidade nas urnas, com reclamações dos próprios eleitores. A sessão com maior número de comunicados de ocorrências foi em São José, com sete reclamações, seguida por Florianópolis, que registrou quatro.
As urnas que tiveram registro de ocorrência serão auditadas por peritos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maior parte das reclamações é sobre a finalização do voto para presidente.
“Nenhum voto, absolutamente nenhum voto para presidente deixou de ser computado. Essa conclusão está atestada pelo boletim de urna que sai logo depois da finalização da eleição. No registro digital, relatório digital de totalização que sai no TRE, como sai em todo país nos TRE’s.  No relatório de registro digital da totalização do TSE, que é um espelho da totalização daqui e do boletim de urna. Então são três documentos”, assegurou o presidente.
Com a colaboração de Carolina Lopes/Agência AL

EDITAL PARA CREDENCIAMENTO DE EMPRESAS INTERESSADAS EM ADMINISTRAR PÁTIO DE VEÍCULOS É PRORROGADO


A Prefeitura de Itapoá, por meio da Secretaria de Planejamento e Urbanismo, prorrogou, nesta terça-feira (16), o prazo para o credenciamento de empresas na licitação pública que concede o direito de operar o pátio de veículos apreendidos ou recolhidos por motivo de infração de trânsito ou envolvidos em ilícitos penais no município.

É importante ressaltar que o contrato vigente não teve continuidade por causa de problemas na documentação da cessionária. A interrupção do serviço na cidade não é aceita porque comprometeria totalmente o planejamento operacional das polícias Militar e Civil em Itapoá, principalmente quanto à garantia de segurança pública, fluidez do trânsito, atendimento ao cidadão, ordenamento do trânsito e enfrentamento ao crime.

Na avaliação da Secretaria de Planejamento e Urbanismo da Prefeitura de Itapoá, a prorrogação do edital de chamamento público é uma opção mais vantajosa, pois o prazo necessário para preparar um novo processo licitatório seria muito oneroso. Além disso, não se justifica, pois as condições e preços permanecem as mesmas tomando por base a Lei Municipal nº 714/2017, que define o valor da Unidade Padrão Municipal – UPM.

Cabe lembrar também que, por se tratar de serviços de natureza contínua e que exige comprometimento com a necessidade pública, a prorrogação do credenciamento está prevista no artigo 57, parágrafo II, da Lei nº 8.666/1993. Diz o texto que “a duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto quanto aos relativos: ... II - à prestação de serviços a serem executados de forma contínua, que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração, limitada a sessenta meses”

O edital prorrogado nesta semana destaca ainda que a vigência do presente credenciamento será de 12 meses, a partir do dia 16 de outubro, e podendo ser renovado ou revogado conforme disposições previstas na Lei nº 8.666/93 e que estejam de acordo com os interesses da administração pública.

O apoio ao golpe de Nicolás Maduro é a página mais vergonhosa da história do PT


Gleisi Hoffmann e Lula na primeira reunião do novo Diretório Nacional do PT  FOTOS PÚBLICAS

Desde o impeachment da Dilma Rousseff, o PT vem reafirmando sistematicamente o discurso do golpe. Confesso que é um discurso que até ontem não tinha levantado em mim uma forte emoção. Concordei desde o começo em aceitar o termo como uma figura de estilo: ao final das contas, Dilma caiu “apunhalada” nas costas por antigos aliados, os crimes imputados a ela sendo somente um pretexto para tirá-la do cargo. Do mesmo jeito que alguém pode usar a palavra “apunhalar,” é então possível falar em um golpe. Mas preferi fazer abstração do argumento mais audacioso que o impeachment causou uma quebra no processo democrático. Apesar do combate legítimo em torno da constitucionalidade do processo, construído com inteligência e elegância por José Eduardo Cardozo, o impeachment da Dilma não nos levou para a instauração de uma ditadura. Os votos que levaram a atual configuração do Congresso, por mais corrupto e imoral que ele provou-se ser, não vieram de extraterrestres. Há portanto um óbvio exagero na insistência no discurso do golpe. Considerei desde o começo que é um daqueles exageros naturais no combate ideológico e fiz questão de não me meter neste debate em público ou em privado. Acreditei que, ao agir dessa forma, o PT está exercitando o seu papel legítimo, como o partido de maior expressão popular da história brasileira, de articular um discurso, sempre bem-vindo, na defesa da democracia.

Meu estado de apatia em relação à questão do golpe acabou subitamente quando fui confrontado com a notícia que, no contexto de um encontro do Foro de São Paulo na Nicarágua, o PT acabou se posicionando oficialmente a favor da iniciativa de Nicolás Maduro de reescrever a Constituição da Venezuela. Minha reação passou por algumas fases. Primeiro a interrogação: “Ué, passaram um ano gritando contra um golpe legislativo no Brasil e agora apoiam o golpe armado na Venezuela?” Depois, um sentimento de dúvida: “Será que não é uma notícia falsa?”. Difícil ser, dada a boa reputação do jornalista que tinha escrito a matéria. Mas nesses dias nunca se sabe. Em seguida, depois de verificar a veracidade das informações, a interrogação final: “Será que querem implodir tudo?
Faço questão de transcrever o discurso oficial da senadora Gleisi Hoffmann no dito encontro, já que cada palavra me parece uma pedra jogada num vidro de cristal: “Agradeço aos companheiros da Frente Sandinista de Libertação Nacional por proporcionar este encontro. Saudamos os triunfos eleitorais mais recentes do Daniel Ortega na Nicarágua e Lenin Moreno no Equador, que demonstraram claramente que é possível enfrentar as novas táticas eleitorais e golpistas da direita. O PT manifesta também o seu apoio e solidariedade ao PSUV, seus aliados, e ao presidente Nicolás Maduro, frente à violenta ofensiva da direita pelo poder na Venezuela. Temos a expectativa de que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica.”
É até difícil saber onde começar. O real triunfo de Daniel Ortega na Nicarágua, se alguém pode chamar isso de triunfo, foi aquele de conseguir que uma Corte Constitucional completamente subserviente aos seus desejos banisse o principal opositor da eleição presidencial. O regime de Daniel Ortega tem muito mais em comum com a ditadura de Anastasio Somoza, do que com o movimento sandinista que liderou na sua juventude: a sua mulher já ocupa o cargo de vice-presidente da república e os seus cinco filhos e dois netos são as únicas lideranças no horizonte hoje em dia. Nenhum dos antigos dirigentes sandinistas apoiam hoje em dia o Ortega. Qual seria o modelo que a Gleisi Hoffman vê na Nicarágua para “enfrentar as novas táticas eleitorais e golpistas da direita”? Transformar o Brasil numa república das bananas, sem separação entre os Poderes e liderada por uma única família de oligarcas travestidos de revolucionários?
Seria divertido se não fosse extremamente trágico. No caso da Venezuela, assistimos à uma catástrofe humanitária de proporções cada vez maiores. Em quatro Estados do país, a desnutrição infantil já atinge quase 20% das crianças com menos cinco anos de idade. O país tem a segunda maior taxa de homicídios do mundo. O índice de assassinatos em Caracas é 14 vezes maior que o de São Paulo, não que São Paulo fosse exatamente uma cidade segura. E para cada 100 assassinatos, somente nove suspeitos são presos. A inflação projetada para este ano é de 2.200%. Em 2016 a economia do país se contraiu 19% e o ritmo de queda deve acelerar ainda mais este ano. Centenas de milhares estão saindo do país, e cada vez mais estão chegando também ao Brasil. Devo continuar com mais números ainda? Depois de duas décadas no poder, é este o legado que o chavismo deixa para a Venezuela: fome, pobreza extrema, desespero e morte. E não foi por culpa do Tio Sam, como alguns defensores do regime gostariam de argumentar. Sem as exportações de petróleo ao EUA, a fonte mais estável de recursos para o país, o que será que restaria de uma economia completamente destruída?
Neste contexto, Nicolás Maduro propõe tirar a única riqueza que ainda resta ao povo venezuelano: a liberdade de decidir o seu futuro. Maduro já virou a página da democracia. Para se manter no poder, é evidente que a única opção do presidente consta na força bruta. Para que o ônus dessa tarefa infame não caiba exclusivamente nos ombros da polícia e do Exército, o regime vem patrocinando com armas e dinheiro gangues de bairros pobres, aumentando ainda mais a violência e o caos. Se trata de uma aliança repressiva surpreendentemente forte entre os militares e os grupos criminosos, alimentada com petrodólares cada vez mais escassos. Nenhum líder democrático teria a ousadia de convocar um referendo constitucional dadas as condições em que a Venezuela se encontra hoje. A convocação de uma Assembleia Constituinte formada exclusivamente por apoiadores do regime não é nada mais que uma tentativa grotesca de disfarçar a transição do país de um regime autoritário com alguns vestígios de competição política (o que os cientistas políticos costumam chamar de autoritarismo competitivo) para uma ditadura plena. Como é possível que o PT, com o seu legado histórico para a transição e consolidação democrática do Brasil, possa prestar apoio à tamanha barbaridade?
Estamos assistindo ao redor do mundo ao surgimento do autoritarismo messiânico. Desde a Venezuela de Nicolás Maduro até a Hungria de Orban, desde os Estados Unidos de Trump até as Filipinas de Duterte, da Rússia do Putin até a Turquia de Erdogan, a aderência ao populismo e ao discurso autoritário está crescendo em ritmo galopante. Irmãos no assalto contra a democracia, Maduro não deve representar a esquerda, assim como o Orban não deve representar a direita. Que o Brasil não é imune a essa onda já está muito claro. É só abrir o seu Facebook ou consultar a última pesquisa de opinião.
Ao condenar Maduro, é importante lembrar que a direita da Venezuela tem seus próprios cadáveres no armário. O chavismo se ergueu nos escombros de uma partidocracia que por décadas trabalhou em prol das elites e ignorou os interesses da nação como um todo. Em vez de investir a gigante receita das exportações de petróleo na educação e no crescimento sustentável do país, os governos das décadas de 70 e 80 cuidaram de seus próprios bolsos e institucionalizaram o clientelismo. Quando a nação elegeu democraticamente Hugo Chávez, foi essa mesma elite quem organizou e eventualmente abortou um golpe armado para tirá-lo do poder. São essas as raízes da popularidade do chavismo, são esses os motivos que permitiram que o país fosse levado para o precipício pelo populismo fanático praticado pelo PSUV. Ao contrário dos políticos tradicionais, Hugo Chávez respeitou sua promessa de olhar para os mais pobres e por mais de uma década as condições de vida desse segmento da população melhoraram dramaticamente. Mas quando as políticas econômicas e sociais do chavismo começaram a se provar insustentáveis, em vez de proteger o jogo democrático e o seu legado social, Chávez mudou a Constituição e usou do Judiciário para conter as chances eleitorais da oposição. E quando nem isso funcionou mais, o seu sucessor partiu para a força bruta.
colunista Eliane Brum argumentou uma vez, com a sua característica e brilhante lucidez, que a mais maldita das heranças do PT “pode ser não a multidão que ocupou as ruas em 15 de março, mas aquela que já não sairia de casa para defendê-lo em dia nenhum.” Acredito que o perigo pode ser ainda maior. Depois de ter abandonado valores e princípios em nome da governabilidade, depois de ter sacrificado boa parte dos avanços sociais tão preciosos que definiram os mandatos de Lula com a irresponsabilidade econômica da gestão de Dilma, depois de ter se envolvido em escândalos de corrupção que derreteram a posição do partido como uma força moralizadora na política brasileira, o PT chega agora a arriscar o seu maior legado: um modelo de fazer política e de governar à esquerda inteiramente comprometido com a democracia.
Não é pouca coisa. Se trata de um ponto de referência para o nosso continente e para o nosso tempo histórico. Numa América Latina obcecada por décadas com o perigo de uma revolução comunista e a instalação de um sistema totalitário, o maior êxito do PT foi aquele de provar não somente as credenciais democráticas da esquerda, mas também a capacidade da esquerda de fazer um bom governo e de cumprir as suas promessas de forma pragmática, ponderada e responsável. Sob o comando do Celso Amorim, o Governo Lula também demonstrou que é possível reforçar as forças progressistas no mundo afora com uma diplomacia inteligente, baseada em princípios e soft power, não num discurso militante que fecha qualquer porta ao diálogo. É dessa esquerda que precisamos no século 21. De fato, a história nos ensina que é dessa esquerda que a América Latina sempre precisou, mas raramente encontrou. Uma esquerda inteligente. Uma esquerda reflexiva, que tem a coragem de fazer a sua autocrítica. Uma esquerda que sempre busca questionar e atualizar as suas ideias para reforçar a luta pela democracia, não uma esquerda que apela ao discurso inflamado da guerra de classes para justificar o autoritarismo.
Não é pouca coisa. Se trata de um ponto de referência para o nosso continente e para o nosso tempo histórico. Numa América Latina obcecada por décadas com o perigo de uma revolução comunista e a instalação de um sistema totalitário, o maior êxito do PT foi aquele de provar não somente as credenciais democráticas da esquerda, mas também a capacidade da esquerda de fazer um bom governo e de cumprir as suas promessas de forma pragmática, ponderada e responsável. Sob o comando do Celso Amorim, o Governo Lula também demonstrou que é possível reforçar as forças progressistas no mundo afora com uma diplomacia inteligente, baseada em princípios e soft power, não num discurso militante que fecha qualquer porta ao diálogo. É dessa esquerda que precisamos no século 21. De fato, a história nos ensina que é dessa esquerda que a América Latina sempre precisou, mas raramente encontrou. Uma esquerda inteligente. Uma esquerda reflexiva, que tem a coragem de fazer a sua autocrítica. Uma esquerda que sempre busca questionar e atualizar as suas ideias para reforçar a luta pela democracia, não uma esquerda que apela ao discurso inflamado da guerra de classes para justificar o autoritarismo.
Como sugeri anteriormente, em vez de apostar numa dogma ultrapassado, num discurso sectário, e no vitimismo, o PT poderia e deveria fazer uma profunda autocrítica e tentar voltar aos seus valores fundamentais. Mas quem fará essa autocrítica? A Gleisi Hoffmann? O Lindbergh Farias? A queda moral do PT já não é mais um fenômeno tão recente para que possa ser revertido de forma ágil. Em 2010, quando o diretório nacional do partido decidiu apoiar a reeleição de Roseana Sarney, o PT ainda tinha um Domingos Dutra, que por uma semana protestou contra a decisão com uma greve de fome no plenário do Congresso. Não adiantou. Hoje em dia, o PT não precisa mais se preocupar com esse tipo de resistência interna, já que conseguiu afastar os seus quadros mais dignos.
Os recursos pessoais de carisma e popularidade do Lula, mesmo aumentados pelos ocasionais abusos ou omissões do Judiciário, são insuficientes para preservar o PT na frente da persistência nos mesmos erros. Antes de passar a esquecer seu compromisso com a democracia na América Latina, o PT destruiu sua democracia interna dentro do partido. A escolha da Gleisi Hoffmann como presidente do PT segue o mesmo padrão que levou à escolha da Dilma para a presidência. Basta falar que ambos os casos partiram de uma decisão pessoal do Lula e não de o resultado de um consenso amplo. Hoffmann é uma figura altamente impopular e as seu envolvimento notório na Lava Jato está ligado a um probatório que, ao contrário do Lula, parece extremamente sólido. Depois de sua fala abominável na Nicarágua, temos também uma perspectiva sobre o apreço da Gleisi Hoffmann pela democracia.
,O estado atual do PT e da esquerda brasileira como um todo deixa o país completamente desprotegido frente ao fortalecimento das forças mais retrógradas da sociedade. Independentemente do conflito de ideias, independentemente do desprezo pelos inimigos políticos, é preciso resistir à tentação do autoritarismo e desconstruir o discurso demagógico de ambos os lados. A não ser que você queira viver na Venezuela.
Andrei Roman é doutorando em ciência política, cofundador da plataforma de transparência Atlas Político, e cofundador do Catalyst News.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Com participação do VAR, Cruzeiro bate o Corinthians e conquista o hexa

Jogadores do Cruzeiro comemoram o gol do título. (Marcello Fim/Estadão Conteúdo)

O árbitro de vídeo participou de maneira inédita de uma final nacional e acabou como protagonista. Com atuação em dois lances capitais na partida, foi decisivo na vitória do Cruzeiro por 2 a 1 sobre o Corinthians nesta quarta-feira, em Itaquera. O time mineiro, que não tem nada com isso, com o resultado, garantiu o hexa da Copa do Brasil e se tornou o maior campeão do torneio, superando o Grêmio, que tem cinco títulos. De quebra, também obteve o feito de ser o único bicampeão consecutivo.
Vencedor em 1993, 1996, 2000, 2003 e 2017, o Cruzeiro embolsará neste ano a premiação recorde de R$ 50 milhões. O Corinthians, com o vice, garantiu R$ 20 milhões aos cofres.
A taça veio com presença do VAR. O time mineiro fechou o primeiro tempo na frente com um gol de Robinho. O Corinthians voltou mais ligado na etapa final e empatou graças a um pênalti assinalado com o auxílio da TV. Jadson fez. E poderia ter virado na sequência em um golaço de Pedrinho. Mas o árbitro de vídeo alertou Wagner do Nascimento Magalhães, que viu falta de Jadson em Dedé. Houve grande indignação na arquibancada, mas não adiantou nada. Pouco depois, o Cruzeiro acertou contra-ataque e matou o jogo com Arrascaeta.
O JOGO – Jair Ventura surpreendeu na escalação e colocou em campo Emerson Sheik e Jonathas nas vagas de Clayson e Mateus Vital. O time tentou impor o jogo no início, tinha mais posse de bola do que o adversário, mas errava muitos passes. Tanto é que quem assustou primeiro foi Thiago Neves. Em um rápido contra-ataque, a zaga corintiana se atrapalhou e o meio-campista bateu para defesa de Cássio.
Sem conseguir criar nada no início, os jogadores do Corinthians passaram a demonstrar muito nervosismo. Na metade do primeiro tempo, Ralf, Gabriel e Sheik já tinham recebido cartões amarelos Aos 27, Léo Santos se atrapalhou com a bola no lado direito, Rafinha roubou e tocou para Barcos. O centroavante bateu colocado e acertou a trave. Na sobra, Robinho mandou para as redes e calou a Arena.
O desespero da equipe anfitriã aumentou. Os atletas, completamente desorganizados em campo, viram o Cruzeiro chegar muito perto do segundo. Após cruzamento na área, Dedé cabeceou na trave. O Corinthians só foi dar o primeiro susto no adversário aos 36 minutos, com Henrique, que mandou de cabeça para fora.
Com a vantagem no placar, o Cruzeiro recuou e a equipe de Jair Ventura passou a pressionar. Emerson Sheik, apesar dos 40 anos de idade, era o mais efetivo. As principais chances criadas saíram em jogadas com ele pelo lado direito.
No entanto, Jonathas não conseguia dominar uma bola no comando do ataque. O centroavante trombava, se atrapalhava e reclamava com o árbitro. Romero, no lado esquerdo, também pouco produziu, e o time alvinegro desceu para o intervalo com sua regularidade de não conseguir chutar uma bola em direção ao gol de Fábio.
No segundo tempo, o Corinthians voltou a mil por hora. Embalado pelos torcedores, conseguiu o empate logo no início. Aos dois minutos, Thiago Neves derrubou Ralf na área. O árbitro mandou o jogo seguir, mas depois consultou o VAR e então deu pênalti. Após muita discussão, Jadson cobrou e deixou tudo igual, encerrando um jejum de 435 minutos da equipe sem balançar as redes.
O Corinthians seguiu pressionando. Pedrinho veio a campo na vaga de Jonathas. E assim como fez contra o Flamengo, mandou uma bomba de fora da área em um de seus primeiros lances em campo e acertou o ângulo de Fábio. O VAR, no entanto, foi acionado e o árbitro entendeu que no lance anterior Jadson cometeu falta em Dedé e anulou o gol que levaria a decisão para os pênaltis, para indignação dos torcedores corintianos.
Jair, então, decidiu ir para o tudo ou nada e mandou a campo Mateus Vital na vaga do volante Gabriel. O time foi todo para cima e levou um contra-ataque mortal, aos 36. Raniel tocou na esquerda para Arrascaeta, que invadiu a área e tocou na saída de Cássio. O gol fez valer o investimento do Cruzeiro, que gastou R$ 60 mil para trazer o uruguaio dos amistosos da seleção de seu país no Japão.
O Corinthians sentiu o gol e não esboçou mais reação. Tentou jogar a bola na área do adversário, mas sem muita efetividade. O Cruzeiro passou a tocar a bola e garantiu o hexa da competição.