domingo, 9 de dezembro de 2012

ESTRADAS Cheia de curvas, BR-376 tem 2 acidentes por dia

Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo / Sete mortos e sete feridos: esse foi o saldo desse acidente ocorrido no km 674 da rodovia
Fluxo intenso no fim de ano na ligação entre Curitiba e as praias do Paraná e de Santa Catarina aumenta a preocupação com acidentes


A chegada da temporada de verão aumenta a preocupação com os acidentes na rodovia em plena Serra do Mar que liga Curitiba ao litoral de Santa Catarina e à praia de Guaratuba. Em vésperas de feriados, o movimento na BR-376, entre Tijucas do Sul, na Grande Curitiba, e Garuva (SC) aumenta de 800 para 3 mil veículos por hora, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Com fluxo intenso, o perigo cresce, embora durante todo o ano a rodovia seja palco de tragédias.
Entre os meses de janeiro e outubro passado, foram registrados pela PRF, em média, quase dois acidentes por dia. Mesmo alto, o número de ocorrências em 2012 é 31% inferior ao do mesmo período no ano passado. A polícia ainda não tem disponíveis as estatísticas de novembro e de parte deste mês, mas entre final de outubro e começo de dezembro, a Gazeta do Povo noticiou dez mortes em acidentes. Em apenas uma colisão, sete pessoas morreram.
Nos dois sentidos do trecho de serra há pelo menos 70 curvas, o que torna o trajeto cansativo e perigoso para os motoristas. Muitas destas curvas são acentuadas – tanto em aclive, quanto em declive. E, para piorar, várias delas estão dentro de um mesmo quilômetro.
Imprudência
O último acidente grave na BR-376 ocorreu no domingo passado. Um caminhão que levava equipamentos para o show da cantora Madonna, em Porto Alegre (RS), tombou em Guaratuba, na região da Curva da Santa. Nem o radar instalado 400 metros antes do local do acidente evitou a morte do motorista.
Segundo a polícia, a imprudência tem sido o motivo principal de acidentes na Serra do Mar. A velocidade máxima é de 60 km/hora naquela região, mas em dias de chuva ou neblina o limite cai para 50 km/h. O problema é que os motoristas só obedecem a indicação de velocidade nos locais onde há radares fixos, explicam Lucio Flavio Marins, chefe das unidades da PRF na BR-376, e o agente Charles John Henrique, que também trabalha no trecho.
Além da imprudência e da falta de cuidado, alguns motoristas que sofrem acidentes e sobrevivem se apegam a desculpas. “A principal alegação deles é que faltou freio ou que tinha óleo na pista”, comenta Marins. Mas na avaliação do agente, a pista está em ótimo estado e sem óleo. “Em média, passam 20 mil veículos por dia nessa região. Se tivesse óleo na pista, teríamos muito mais acidentes”, afirma. Buracos aparecem devido aos próprios acidentes, mas, segundo ele, são tapados pela concessionária que administra a rodovia. “O que torna um local perigoso é a atitude do motorista”, diz.
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