terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Ex-prefeito de Piên carregou caixão e sentou na primeira fila em enterro de prefeito eleito


 Ao lado da esposa, Dranka, de branco, na primeira fila durante missa de corpo presente de prefeito eleito (Foto: Jornal O Repórter)

O ex-prefeito de Piên, Gilberto Dranka, preso na casa em que morava na manhã desta terça-feira (31), por envolvendo na morte do prefeito eleito da cidade, Loir Dreveck, de 52 anos, teve sangue frio durante toda a cerimônia de sepultamento do político, em dezembro do ano passado. Dranka sentou na primeira fila da missa de corpo presente, em Piên, deu entrevista emocionado (assista abaixo) e ainda carregou a alça do caixão de Dreveck.
Dranka apoiava Drevek (foto) na eleição, mas foi preso pelo envolvimento no assassinato
A imagem acima, cedida à Banda B pelo Jornal O Repórter, mostra Dranka, ao lado da mulher, durante a cerimônia em homenagem a Dreveck. Casado e pai de três filhos, o político está envolvido no assassinato, que aconteceu no dia 17 de dezembro de 2016. A vítima foi baleada por um motociclista em uma rodovia de Santa Catarina quando viajava com a família. Dreveck chegou a ser internado, mas morreu três dias depois.
Dranka comandou Piên por oito anos e acabou escolhendo Dreveck como seu sucessor. Os dois estavam na mesma chapa durante as eleições municipais. A motivação para o crime ainda é um mistério, que deverá ser esclarecido em coletiva de imprensa na tarde de hoje.
Entrevista emocionada
Em entrevista ao Jornal O Repórter, no dia da missa de Dreveck, o ex-prefeito disse que lamentava a morte do ‘companheiro’, a quem apoiou durante as eleições. “Estamos tristes e chateados com o que aconteceu. Agora precisamos descobrir quem foi o autor dos fatos”, afirmou.
Ainda na entrevista, Dranka falou com carinho sobre o amigo. “Tivemos um contato diário, visitas em Brasília e Curitiba. Todo mundo sabe a excelente pessoa que ele era. A gente conviveu muito bem nestes dias e depois da corrida veio a vitória e muita vontade de fazer a diferença, mas agora isso aconteceu”, disse à época.


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