sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

DENÚNCIA DE DESVIO DE ARMAS DO DEPEN ESTÁ CONFIRMADA E RESPONSÁVEL É PRESO

gentes penitenciários da Soe estão habilitados a atuar como primeiro interventor em situações de crise, em unidades do sistema prisional. Foto: Cesar Brustolin/SMCS
Uma denúncia de desvio de armas dentro do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), publicada com exclusividade pela Tribuna no dia 15 de dezembro de 2016, foi confirmada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) e pela própria Depen nesta sexta-feira (3) com a prisão de Sebastião Baptista Ramos Neto, de 40 anos.
Segundo a denúncia, armas destinadas ao uso de um grupo de agentes penitenciários de elite, treinados para agir no controle de rebeliões e crises em presídios do Estado, poderiam estar nas mãos de criminosos. A situação foi investigada e ontem (2) foi preso o responsável pelo “sumiço” das 12 carabinas Winchester, oito espingardas calibre 12 e dois revólveres 38, que estavam no paiol da Subdivisão de Operações Especiais (Soe).
“O Depen constatou a falta de algumas armas que foram doadas pela Polícia Civi, então iniciamos as investigações e constatamos que elas foram recebidas por um servidor que aproveitou o momento de transição de patrimônio para realizar o desvio de 22 das 160 armas existentes”, afirmou o delegado Emmanoel David, da Delegacia de Furtos e Roubos.
Segundo ele, o funcionário público Sebastião era responsável pelo paiol de armas do Soe e tinha as chaves do local e todo o controle do arsenal. No entanto, houve contradição em seu depoimento na delegacia. “Ele não confessou o crime e ainda disse que não tinha as chaves, algo que já tínhamos comprovado”.

Onde estão as armas?

O diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo, confirma as informações e afirma que a investigação ainda não terminou. “Outros procedimentos estão sendo instaurados para sabermos se outros funcionários tiveram participação no desvio, e também estamos em contato com o Estado de Santa Catarina para confirmamos se essas armas foram encaminhadas para o crime”, disse.
Na denúncia publicada pela Tribuna em dezembro, os funcionários do Depen afirmaram que o agente responsável respondia a vários processos administrativos dentro do sistema e possuía fortes relações com uma pessoa envolvida com facções criminosas e tráfico de drogas.

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