sexta-feira, 7 de abril de 2017

Em reunião com lideranças do agronegócio, governador Colombo reforça compromisso para proteção do setor


O governador Raimundo Colombo recebeu na manhã desta quinta-feira, 6, em Florianópolis, lideranças do agronegócio catarinense. No encontro, o governador voltou a afirmar o compromisso do Governo do Estado em proteger e promover o setor. “Construímos em Santa Catarina um modelo que é referência em qualidade e em segurança, resultado de um trabalho que começou há muito tempo. É muito difícil chegar onde chegamos. E também é muito difícil se manter aqui, mas vamos fazer todas as ações e todos os investimentos necessários para isso”, afirmou.
 Na reunião, foram abordados os reflexos da operação Carne Fraca, deflagrada nacionalmente pela Polícia Federal. Em Santa Catarina, a única empresa envolvida foi uma filial de um grupo paranaense, localizada em Jaraguá do Sul, que produz basicamente linguiça frescal, salsicha e presunto, para abastecimento principalmente dos mercados do Paraná e de São Paulo.

“Estamos constantemente fornecendo qualquer informação solicitada para os mercados compradores, esclarecendo os fatos e reafirmando nossa situação diferenciada. Nossas empresas estão prontas para receber visitas e missões de governos que tenham qualquer dúvida sobre o nosso trabalho. Prova de que estamos vencendo os novos desafios, está na confirmação da abertura de novos mercados para a nossa carne suína, como a Coreia do Sul e Tawian”, acrescentou Colombo.
O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, afirmou que representantes dos sindicatos do setor aproveitaram a reunião para agradecer e manifestar apoio ao governo pelo trabalho realizado. “A indústria de Santa Catarina tem a consciência de que precisamos cada vez mais preservar a qualidade do nosso produto, valorizar ainda mais o serviço técnico que estamos fazendo. Essa foi a mensagem que eles trouxeram para o governo”, explicou.
Sopelsa ressaltou também o trabalho em parceria entre poder público e iniciativa privada para reconquistar o mercado, principalmente internacional, após a operação Carne Fraca. “Claro que ficou uma cicatriz. Mas precisamos mostrar que foi uma questão pontual, não do país todo. O mundo todo conhece a segurança da qualidade do nosso produto. Os nossos compradores, importadores, têm o conhecimento do trabalho que é feito nas plantas catarinenses. Agora, precisamos nos unir cada vez mais para dar a garantia da continuidade dessa economia que foi construída, dessa estrutura que existe, desse patrimônio que é o agronegócio catarinense”, acrescentou.
Com forte tradição na pecuária, Santa Catarina é berço das principais empresas do setor de carnes do Brasil e foi também o pioneiro na integração vertical nas cadeias produtivas de aves e suínos. São 18 mil produtores integrados às agroindústrias em Santa Catarina e o setor de carnes gera quase 60 mil empregos diretos em frigoríficos e indústrias de beneficiamento. O Estado é o maior produtor nacional de carne suína e o segundo maior de carne de frango, atendendo o mercado brasileiro e o exterior, com presença em mais de 120 países.
Santa Catarina é, ainda, o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação e, junto com o Rio Grande do Sul, faz parte de uma zona livre de peste suína clássica com certificados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Esse status sanitário diferenciado dá acesso exclusivo aos mercados mais competitivos do mundo, como habilitação para exportar carne suína para Estados Unidos e Japão.
O presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, explicou que a reunião desta quinta tratou dos esforços que precisam continuar sendo feitos pelo governo e por toda a cadeia produtiva. “Afinal, vivemos um bom momento de demanda mundial por proteína animal. E é preciso manter a credibilidade para que a gente avance como o planejamento inicial. E a reunião foi muito produtiva porque ficou claro que ninguém está medindo esforços para que se retome o mais rápido possível aquilo que conquistamos como muito trabalho e dignidade”, avaliou.
Barbieri citou também os reforços em estrutura, como a entrega de 41 novos veículos nesta quinta, e em pessoal, com a realização neste último domingo das provas do concurso público para as funções de auxiliar operacional e médico veterinário. Ao todo, são 79 vagas em todo o território catarinense.
Também participaram da reunião os secretários de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, e da Casa Civil, Nelson Serpa; a presidente do Sindicarne, Irani Pamplona, e o diretor-executivo Ricardo Gouvêa, e o presidente da Associação Catarinense de Avicultura, José Antônio Ribas.
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