quinta-feira, 27 de abril de 2017

Porto de Antonina diversifica cargas e movimentação cresce 15%


O Porto de Antonina aumentou em 15% a movimentação de cargas no primeiro trimestre de 2017, se comparado com o mesmo período de 2016. Entre os meses de janeiro e março deste ano foram movimentadas 341 mil toneladas pelo terminal. Já no ano de 2015, a movimentação de cargas no mesmo período foi de 295 mil toneladas. 

A marca se deve aos recentes investimentos realizados pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e do Governo do Estado. "Trabalhamos nos últimos anos para recolocar o Porto de Antonina na rota do comércio exterior. Foi assim quando retomamos a importação de fertilizantes há alguns anos, quando passamos a operar açúcar em 2015 e, no ano passado, quando o farelo de soja entrou no portfólio de cargas movimentadas", afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. 

Nos primeiros meses do ano, foram importadas 299 mil toneladas de fertilizantes e exportadas 26 mil toneladas de farelo de soja e 15 mil toneladas de açúcar ensacado.

De acordo com o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, este crescimento se deve ao aumento da produtividade do porto. "Estamos basicamente com o mesmo número de atracações do ano passado, mas a operação está mais eficiente. Isso só é possível por conta dos vários investimentos feitos na estrutura portuária e em dragagem", explica Dividino. O aumento na movimentação de cargas em Antonina é um importante motor para a economia local, gerando renda e empregos para o município.

DIVERSIFICAÇÃO – Se há seis anos o porto só movimentava fertilizantes, hoje a diversificação é um trunfo para o aumento do número de operações. Neste ano, cerca de 15% da movimentação é proveniente da exportação de farelo de soja e açúcar, mas com potencial de aumento desta fatia. 

O Terminal Ponta do Felix acaba de receber o certificado GMP Mais, que habilita o terminal receber, manusear e estocar farelo de soja e soja convencional (Non-GMO) em granel. “Este certificado garante a procedência do produto convencional, não transgênico, que está sendo movimentado pelo terminal de Antonina. Isso abre um mercado imenso para os produtores que agora têm à disposição um terminal especializado nesta operação”, afirma o diretor comercial do Terminal Ponta do Félix, Cícero Simião. Outros terminais sem esta certificação não podem movimentar a soja convencional.

HISTÓRICO - Nos últimos cinco anos, o Porto de Antonina retomou a movimentação de mercadorias, gerando mais empregos na cidade e mais desenvolvimento para a região. O volume de cargas movimentadas passou de 131 mil toneladas por ano, em 2010, para 1,5 milhão de toneladas por ano em 2015.

Entre as melhorias promovidas em Antonina nos últimos anos estão a construção do novo prédio administrativo, novas guaritas de controle, a revitalização e ampliação do cais de Barão de Teffé, a regularização fundiária da área portuária, a criação de um pátio de triagem de caminhões, instalação de armazéns infláveis, instalação de balança rodoviária e a criação de área de expurgo.

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