quinta-feira, 8 de junho de 2017

Greve dos servidores municipais de Joinville começa segunda


Os servidores municipais de Joinville entram em greve a partir de segunda-feira (12/6), com concentração às 9 horas, em frente à Prefeitura. A decisão foi tomada em assembleia realizada na manha de hoje, em frente à Prefeitura. A categoria rejeita a proposta do governo, de reajustar os salários em apenas 1% a ser efetivamente pago em setembro e 1% em novembro. A pauta de reivindicações foi entregue em 21 de março e, desde então, ocorreram seis reuniões de negociação, mas o prefeito Udo Döhler segue ignorado o documento.

Os trabalhadores pedem a reposição da inflação na data-base, que é em 1º de maio; cinco por cento de reajuste a título de reposição das perdas acumuladas ao longo dos anos; equiparação do vale-alimentação ao da CIA Águas de Joinville; revisão do plano de carreira geral, de modo a garantir a valorização da formação; aplicação de um terço de hora-atividade, prevista em lei federal desde 2008; revogação da suspensão do pagamento e do gozo da licença-prêmio, bem como da possibilidade de venda de um terço das férias; garantia de auxiliar de inclusão em todas as turmas onde é necessário; contratações imediatas e abertura de concurso para a demanda das unidades; eleição direta para diretores escolares; regulamentação da lotação e transferência; apresentação de proposta para o atendimento de saúde da categoria; entre outras questões. Ao todo, a pauta de reivindicações elenca 11 cláusulas econômicas, 22 sociais e seis acordos não cumpridos de campanhas salariais anteriores. Muitas destas questões não trazem custos ao município e dependem apenas da vontade da gestão.

Na assembleia de hoje, o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, lembrou que a última greve geral da categoria aconteceu em 2014 e, desde então, os resultados das campanhas salariais têm decaído. Em 2014, com uma inflação de 5,82%, o reajuste concedido foi de 7% em duas vezes. Em 2015, o INPC estava em 8,34% e foram concedidos 9% em três vezes. Já em 2016, o estrito valor da inflação, 9,83%, foi parcelado em quatro vezes, adentrando 2017. Agora, com os índices inflacionários oficiais apontando 3,99%, Udo oferece apenas a metade, parcelado em duas vezes, meses após a data-base e não cumulativos. “Se não reagirmos agora, o próximo passo será o prefeito tentar retirar nossos direitos, como aconteceu em Florianópolis e Jaraguá”.
Ulrich também chamou a categoria a acompanhar os números de arrecadação da Prefeitura: “As principais arrecadações do município, vêm crescendo acima da inflação”, disse.

 “As receitas próprias no município, foram corrigidas no início do ano, quando  inflação estava mais alta, e nós estamos falando da inflação na nossa data-base, de menos de 4%”, compara. “Não é verdade que não tem dinheiro, estamos discutindo miséria”.

Nesta quarta, a categoria encontra-se paralisada durante todo o dia e os representantes de local de trabalho reúnem-se no Sinsej, a partir das 14 horas. Amanhã, os servidores retornam a normalidade dos atendimentos e, a partir de segunda-feira, entram em greve por tempo indeterminado. A Prefeitura será notificada pelo Sinsej ainda hoje, junto a uma solicitação de reabertura da mesa de negociação.


Fotos junto a este e-mail. Créditos de Kályta Morgana de Lima.



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