sexta-feira, 30 de junho de 2017

Servidores de Araucária invadem Câmara contra projeto que limita pagamentos atrasados

Cerca de cem servidores municipais de Araucária invadiram o plenário da Câmara Municipal na manhã desta sexta-feira (30) para impedir que um projeto de lei, encaminhado com regime de urgência, fosse aprovado. A proposição afeta diretamente recebimentos dos servidores, que limita o pagamento de vencimentos atrasados. Para os servidores, a prática caracteriza um ‘golpe e em manobra do Executivo para atrasar o pagamento dos direitos dos trabalhadores municipais’.


A presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério da cidade, Eloísa Helena Grilo, disse à Banda B que a categoria já estava mobilizada pela pauta nacional de hoje, dia de greve geral, mas que o regime de urgência levou os servidores para a Câmara do município.
“O prefeito mandou, em regime de urgência, para a Câmara de Vereadores um projeto de lei 1999/2017 que baixa os valores que seriam pagos em requisições de pequeno valor. Ele baixou o valor constitucional de 30 salários mínimos para 5 salários. E a gente sabe que isso tem como contexto as ações judiciais que estão sendo movidas pelos servidores de Araucária, que estão há mais de 4 anos com seus direitos de carreira parados”, explicou a presidente.

Para ela, a intenção em aprovar o projeto é uma tentativa de delongar ainda mais esses valores aos servidores. “Houve a judicialização e como o Executivo municipal está entendo que, brevemente, essas ações serão positivamente e que haverá determinação do pagamento dos direitos de carreira e dos atrasados aos servidores, ele envia esse projeto para a Câmara na tentativa de colocar todos aqueles pagamentos retroativos no valor acima de R$ 5 mil para precatório, que a gente sabe que vai atrasar ainda mais o pagamento dos direitos dos servidores de Araucária”, defende.
Falta de diálogo
A crítica dos servidores sobre a falta de diálogo não é exclusividade de Curitiba. Para os servidores de Araucária, o prefeito não fez uma discussão prévia com os representantes dos trabalhadores. “E a Câmara também não promoveu nenhuma discussão. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com um ofício no Executivo municipal pedindo uma audiência para discutir o projeto e ele nega”, acusa a presidente.

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