segunda-feira, 3 de julho de 2017

Rompidos, Atlético e Coritiba encaminham futuro de discórdia

A escolha do estádio para o jogo entre Atlético e Santos, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, fez a parceria entre as diretorias da dupla Atletiba terminar. Toda a novela durante as últimas duas semanas deixou a relação – que vinha trazendo benefícios – abalada e sem volta, aparentemente.
O imbróglio é conhecido. Atlético e Coritiba firmaram um acordo em 2015 para a cessão de seus respectivos estádios caso algum tivesse a necessidade de usar. Com o aluguel da Arena da Baixada para a Liga Mundial de Vôlei, a direção do Furacão fez contato com o Coxa para fazer valer o contrato.
A ideia era divulgar o Couto Pereira somente no dia limite estabelecido pela Conmebol, evitando a pressão da torcida. O valor, que era de R$ 70 mil contratualmente, sofreu um acréscimo e foi fechado em R$ 250 mil por conta de uma ligação do dirigente Ernesto Pedroso a Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Rubro-Negro, dizendo que os conselheiros já estavam pressionando para a recusa, que chegou a ser confirmada em uma ata da reunião entre os coxas para amenizar o ambiente.
Tudo ocorria bem até a notícia vazar no último dia. A revolta da torcida do Verdão foi grande, o Conselhão alviverde pressionou e o presidente coxa-branca, Rogério Portugal Bacellar, cedeu aos manifestos. Uma funcionária, mais especificamente a secretária do clube, avisou a diretoria atleticana que não tinha mais negócio e, desde lá, não existe mais contato entre os clubes. Única alternativa na capital, a Vila Capanema acabou escolhida por R$ 200 mil, mais o empréstimo do meia João Pedro ao Paraná. Revoltado, o Atlético se posicionou no último domingo através de uma nota oficial e não poupou críticas ao Coritiba.
“Lamentamos ter acreditado na palavra, na seriedade e no compromisso de pessoas que ocupam cargos de relevo e que, de forma impensada e, de certo modo, até amadora, tomam infaustas decisões que somente prejudicam o fortalecimento do futebol paranaense. Infelizmente, ainda persiste a paixão negativa que toma conta de pessoas que habitam o futebol e diminuem a beleza do esporte, ignorando que a essência da competitividade deve ser resguardada tão somente dentro das quatro linhas”, afirma o texto. Na sequência, o Furacão ainda diz que “com a postura de rompimento, tornou extremamente difícil qualquer relacionamento Institucional entre as Agremiações”.

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