quarta-feira, 18 de julho de 2018

Manifestantes pró-Lula e moradores assinam acordo que limita atos na região da PF, em Curitiba

 Moradores da região da PF, em Curitiba, e manifestantes pró-Lula firmaram acordo com limitações à atividades da vigília em apoio ao ex-presidente, em Curitiba (Foto: Reprodução/GloboNews)


Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, que realizam a chamada Vigília Lula Livre em áreas próximas à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, e moradores assinaram um termo de acordo que limita atos de apoio a Lula na região.
O termo foi firmado na tarde de segunda-feira (16), em uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), passando a valer imediatamente.
Também assinam o documento representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Partido dos Trabalhadores (PT), Prefeitura de Curitiba, Movimento Brasil Livre (MBL), Movimento Curitiba Contra a Corrupção e representantes do Governo do Paraná.
Lula está preso na sede da PF, que fica no bairro Santa Cândida, desde o dia 7 de abril. Ele foi condenado em 2ª instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP).
Desde a prisão do ex-presidente, o grupo de apoiadores realiza atos nas proximidades da superintendência, incluindo o "bom dia" e "boa noite Lula", além de atividades culturais.

Acordo


No documento de conciliação assinado na segunda-feira, moradores da região e manifestantes do acampamento firmaram acordo com as seguintes determinações:
  • Os atos de "bom dia Lula" deverão ser realizados entre 9h e 9h30;
  • Os atos de "boa noite Lula" deverão ser realizados das 17h às 17h30, às terças, quartas e sextas-feiras e serão estendidos para o período entre 17h e 19h, às segundas e quintas-feiras;
  • O grupo não poderá usar aparelhos de som ou fogos de artifício para a realização dos atos de "bom dia" e "boa noite Lula";
  • Os apoiadores do ex-presidente não poderão realizar atos na sede da PF durante os finais de semana;
  • A realização de atividades culturais do acampamento deve ficar restritas aos dois imóveis locados pelos apoiadores de Lula.
Com o acordo, fica suspensa por 60 dias a decisão da Justiça que previa o uso de forças policiais para retirar manifestantes, barracas e tendas, caso o grupo não cumprisse uma liminar anterior, que proíbe que os manifestantes montem acampamento nos arredores do prédio.

A coordenação do acampamento afirmou que o acordo é uma "vitória do direito à manifestação, é um repúdio a pequenos agrupamentos de extrema direita que pedem intolerância, é um sinal do respeito que a sociedade de Curitiba tem pela Vigília, que é marcada por solidariedade e por disciplina".

Novo terreno para manifestação

Integrantes de movimentos de apoio a Lula alugaram novo espaço no entorno da PF, de acordo com a assessoria do acampamento. O terreno fica na Rua Sandália Monzon.
Segundo a assessoria, é o terceiro local de manifestação dos movimentos próximo à superintendência e "será usado dentro dos termos do acordo".
Apoiadores estão acampados em terrenos próximos à PF desde o mês de abril, após assinarem um acordo com representantes do governo do estado para deixar a frente da superintendência, onde tinham montado acampamento.

Integrantes de grupos de apoio ao ex-presidente Lula montaram acampamento em terrenos próximos à sede da PF, em Curitiba (Foto: Anderson Grossl/RPC Curitiba)

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